RJ: Escola na Rocinha usa nova metodologia para ensinar matemática
A ideia é fazer com que cada criança aprenda matemática no seu ritmo e avance nas lições sem dúvidas.

Como tornar o ensino da matemática mais atraente? Uma escola do Rio de Janeiro,
localizada em uma das maiores favelas da cidade, levou computadores e
jogos para as salas de aulas. Essa e outras experiências foram
discutidas no Transformar, o Seminário Internacional de Educação
Inovadora, realizado pela Fundação Lemann e o Inspirare Porvir.
Aquele conceito de sala de aula que você conhece mudou. Pelo menos em
uma escola municipal no coração da Rocinha, uma das maiores comunidades
da América Latina. Nela, os 180 alunos do 7º ao 9º ano aprendem juntos.
Para cada grupo, há um professor. Os estudantes recebem um computador
portátil ou um tablet. “Fica tudo mais fácil pelo computador”, afirma a
estudante Stephanie Severo
Pelo equipamento eletrônico, leem as disciplinas, fazem os exercícios e
também podem consultar sites sugeridos pelos educadores. Todos os
acessos são monitorados.
Quando o assunto é matemática, nada de "monstro de sete cabeças".
Muitas equações são resolvidas com a ajuda de alguns joguinhos
permitidos em aula.
O modelo é semelhante ao da ONG americana New Classrooms. A metodologia
vem tomando conta das escolas públicas de Nova York. A ideia é fazer
com que cada criança aprenda matemática no seu ritmo e avance nas lições
sem dúvidas.
Na Rocinha, as avaliações também são digitais, uma acontece toda
semana. A cada dois meses há uma outra prova que vale ponto. Isso não
quer dizer que o lápis e o papel foram esquecidos. Muitas questões de
múltipla escolha são resolvidas de forma tradicional e depois a resposta
é marcada no computador.
“O objetivo desse novo modelo é personalizar 100% o processo de
aprendizagem para a necessidade e o estilo de cada um.
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